da série pague você também um mico no exterior

Eu sempre costumo dizer que é normal as pessoas se perderem por aí quando não conhecem bem o lugar onde estão indo. Mas EU sou a campeã. Disparado. Já ganhei faixa, coroa e uma garrafa de champagne por isso. E mais de uma vez!

A última que me aconteceu foi quando resolvi fazer uma visita à redação da revista que estou escrevendo voluntariamente por aqui. É brasileira e aborda assuntos que ligam Londres-Brasil. Recomendo.

Com um mapa e o endereço do local em mãos, eu consegui caminhar que nem uma mosca tonta por uma hora. Depois de fazer duas ligações para pedir indicações e perceber que estava andando em círculos, desisti e voltei para casa. Frustrada e envergonhada.

No dia seguinte mandei e-mail para o pessoal da redação pedindo uma sessão de crônicas para escrever sobre uma loira que consegue se perder em apenas duas quadras. Acabei marcando outro dia para ir lá, mas desta vez liguei e pedi explicações para menores de 12 anos.

Nem preciso dizer que virei piada na revista, né.

oi, quer tc?

Há alguns dias eu andei pensando em como é engraçado esse negócio de internet. Às vezes tu conhece uma pessoa, troca msn e e-mail para manter contato e na hora do papo virtual nota que não entende quase nada do que ela escreve.

Conversando pessoalmente é impossível reparar que a pessoa não usa pontuação, não tem problemas de gramática e, principalmente, não ri falando rsrsrsrsrs ou (risos) ou, ainda, kakakaka.

Não sei quem começou com essa mania de escrever tudo errado. e nem quero saber. até por que se soubesse, iria dar um sermão. Pra que trocar a letra O pelo U? O E pelo I? E o C pelo K? E mais: quem inventou a regra de que ao invés de ão se usa aum?

Exemplo (quase) esclarecedor:

- Noooosssaaaaaaaaaaaaaaaa. ki bunitinhaaa ki vc ta! Naum sabia ki buneka andava. rsrsrsrsrs.

(pausa para a reflexão)

alguém lê diferente essas risadas?
eu leio como está escrito, cheio de R e S juntos, uma baderna.
e quando eles se empolgam e colocam “rsssssssssssssssssssssss” então? O que seria isso? eu imagino um som de quando o gás tá vazando, sabe?
e nem acho graça.

Imagina só como vai ser no futuro?
Será que nossos filhos vão começar a falar errado desde o início?

- Mamãe, possu ver televisaum? ai, só um pokinhuuuuuuu. kakakaka

Cruzes!

Dá para imaginar milhares de situações com esse vocabulário virtual de hoje em dia.
Mas eu vou parar por aqui por que comecei a imaginar como seria o sexo neste caso.

para-raio de bizarrices

Pois é, eu fico meses sem escrever por aqui, esperando uma inspiração cair do céu e me fazer parar e contar alguma história.

Já tinha decidido sobre o próximo post, mas ontem bizarrices aconteceram e tudo mudou.

here we go:

Muitos não sabem, mas eu me anunciei em um site como female-drummer-procura-banda-de-rock, só pra testar. E deu certo.

Recebo e-mails diariamente, super me acho no direito de selecionar as cinco melhores e vou respondendo, bem rockstar.

Mas este não é o assunto. O fato é que em um destes e-mails respondidos, combinei de me encontrar com uma menina que tinha interesse em montar uma banda, já tinha músicas prontas e sonha em fazer da vida um palco de rock and roll. Perfeito, não?

Quase.

Chego no ponto de encontro e avisto uma menina meio perdida. Na hora peguei meu celular e fiquei esperando ela atender. E aí?

E aí nada. A menina continuou perdida no meio das pessoas até que eu escuto uma voz masculina atendendo. Pensei na hora “oh-oh!”.

- Alô, Renata? Oi, eu estou aqui na frente, cadê você?

Foi quando resolvi olhar pro lado e dar de cara com o meio-metro mais fluorescente do pedaço. Tentei desconversar e sair de fininho antes que fosse vista, mas sem sucesso.

- Ahhh! Estou te vendo, esperaí que vou te encontrar! (e eu quase entrando na estação de metrô de volta e pensando na melhor desculpa para ir embora)

Cara, não era apenas um indiano. Era um indiano com uma unha de cada cor e mechas nos cabelos fluorescentes que combinavam com as mãos e a jaqueta. Para completar, o sobrenome era Pereira! Como pode? Alguém avisa que isso é estranho, por favor?

Anyway, fomos a um pub que ele sugeriu e me disse que tinha boas vibrações. Chegando lá, pensei: “é aqui que tu vai me amarrar em uma cadeira e me matar?”.

Mas não, o pouca-sombra era camarada. Me pagou uma pint (que eu não tirei as mãos para não correr o risco de adormecer e ver até Jesus com qualquer poção mágica que possa existir) e falou dos seus interesses na banda.

Tirando o detalhe de que o lugar das boas vibrações estava cheio de homens engravatados e mulheres com trajes sociais e eu estava à mesa com uma pessoa que usava roupas, cabelos e unhas a pilha, estava tudo bem.

A minha salvação da noite foi quando meu telefone tocou exatamente no momento em que ele fazia air guitar sentado na cadeira, com direito a caretas de rockstar e tudo, simulando um show feito no Japão.

Aproveitei a situação para dizer que estava atrasadíssima para um aniversário e que precisava ir.

Muito educado e já sendo minha melhor amiga, me convidou para mais um encontro em que discutiremos sobre o rock e a futura banda que vai tocar no Japão um dia, com músicas protestando sobre George Bush e Tony Blair.

Eu sempre disse que o melhor de Londres são as amizades.

foda.

É muito engraçado o valor que a gente acaba dando para nossa casa quando se está longe. Falo de minha casa, não só pela querida Porto Alegre, mas pelo Brasil em geral.

No momento em que se mora em um país estrangeiro, as coisas são muito intensas. Um mal-estar pode virar o pior-estar de todos os tempos. E um simples dia ensolarado no parque pode ser a melhor coisa que já se viveu.

Esses tempos eu e minha amiga decidimos ter um típico almoço de domingo em um restaurante brasileiro: picanha, farofa, arroz, feijão, aipim frito, croquete e guaraná. Surreal!

Percebi o quanto muda o clima só de estar entre brasileiros. Não sei explicar ao certo, mas tudo me pareceu mais confortável. Todo mundo feliz, cantando junto com o voz-e-violão que fazia a alegria do povo.

É tudo muito lindo, delícia geral. Mas aí a gente coloca os pés no chão quando chega em casa, satisfeita com o dia, e recebe uma notícia que para os brazucas já é normal: fulano foi assaltado. Levaram só o carro, ele não. Está tudo bem. Ele tentou lutar, se machucou um pouco, mas por sorte está tudo bem agora. Já passou.

E fica por assim mesmo.

Não estou mais acostumada a esta violência toda. Acho que vai ser complicada a readaptação se/quando eu voltar.

Foda.

como ser uma loser em Londres

1) chegue na cidade e trabalhe em um Pub em que o chefe seja insuportável;

2) fechado um mês de trabalho, seja demitida por ter se atrasado 15 minutos em um dia (desculpa esfarrapada mode ON);

3) receba seu salário com um atraso de dois meses, e perceba que não foi o valor correto;

4) ache outro emprego, agora bem melhor, para começar tudo do zero e ser mais feliz assim;

5) como a saudade bate forte, decida comprar um computador usado para falar no skype com a família, sai muito mais em conta;

6) ache um anúncio em um site famoso e entre em contato com o vendedor interessado;

7) marque de ir na casa dele e, ao chegar lá, perceba que ele tem traços indianos (OHMYGOD!);

8 ) compre o computador o mais rápido possível para ter o menor contato possível com a criatura;

9) chegue em casa, note que o CD de instalação do Windows é pirata e que o carregador do computador não é o original, e sim um universal;

10) Ok, a máquina funciona, pelo menos. Instale os programas mais usados e comece a entrar em contato com o lado de lá do oceano;

11) após uma semana de uso, sinta um cheiro de queimado pelo quarto. O que será? Olhe para o chão e perceba uma fumaça saindo enfurecidamente do tal carregador. Pifou.

12) Após tentar consertar tudo, note que seu computador começa a dar panes e, logo depois, descubra um cavalo de tróia galopando pelos programas e espalhando vírus por tudo;

13) ligue para o vendedor e marque uma “visita” para resolver o problema;

14) depois de muita conversa, de ligar para sua tia falar com ele e convencer ele de que você realmente não quer o computador e sim o dinheiro de volta, pq não é idiota;

15) vá embora com uma quantia menor do que pagou, mas pelo menos com o problema resolvido.

e este é mais um dos motivos que me fazem alimentar o pânico que tenho.

pivete x policia

(mais uma vez, perdoe minha falta de acentos)

Esses tempos me aconteceu uma coisa curiosa no trabalho.

Ja era noite, e observei alguns “pivetes” na rua, andando de moto em alta velocidade (aqui eles podem dirigir a partir de 16 anos), ouvindo musica no celular no maximo volume, andando de capuz e se achando o maximo. Senti o drama na hora: temos muitos desses no Brasil.

Desci ate a cozinha para pegar alguns itens que faltavam para a encomenda que estava preparando e, quando volto, encontro minha chefe cercada pelos malandrinhos. E eles enchendo ela de perguntas do tipo:

- Isso aqui eh uma loja? E o que eh isso aqui? (pegando os pacotes de comida e jogando de volta na geladeira).

A minha chefe, sueca e muito calma (detalhe: ela vem de uma Ilha na Suecia em que acontece um assassinato a cada 20 anos), soh mandava eles nao tocarem nas comidas. E eh aih que eles faziam mais, para provocar. Notei que eram uns 5 baixinhos: um ingles com a lingua presa e os outros… indianos, claro.

Sem pensar duas vezes, fui imediatamente ao gerente e falei:

- Sera que algum homem pode ir dar uma maozinha na loja? Acho que estamos com problemas.

O homem que acabou indo foi o proprio gerente, um portuga gente boa pra caramba, que nao chega a 1,70m de altura. A cena foi engracada: ele correndo na chuva atras dos meninos depois de chamar a policia.

Mas o que mais me impressionou nisso tudo nao foram os meninos querendo nos distrair pra levar comida da loja e mostrando suas faquinhas na cintura. Foi que a policia realmente funciona por aqui. Nao eh que nem os brasileiros, que sabem nome e sobrenome do bandido, perguntam como vai a familia e mandam passar bem depois de preencher um formulario qualquer. O carro de policia chegou em dois minutos! Nao encontraram os pivetes, mas nos deixaram com dois numeros de telefones e mais um numero de protocolo caso vissemos algum deles por ali de novo.

Pensei com meus botoes, um pouco decepcionada: 

- Eh, chegou em dois minutos, mas nao pegou os meninos. Policia eh policia, nao adianta.”

No dia seguinte pela manha, cheguei no trabalho e la estavam dois carros, tres policiais e os meninos sendo presos.

Eh, irmao! aqui a coisa funciona!

vendedores = pragas?

Não sei como eu consigo me meter em tanta furada. Acho que é um dom.

Observação importante: para entender melhor este post, leia o de título INDIANOS – PARTE 2, logo abaixo.

Quando eu estou de folga, eu sempre acabo indo para o mesmo lugar (o preferido): Camden Town. Dessa vez fui decidida a deixar de ser casquinha e fazer pelo menos uma compra. Escolhi o alvo: uma manta. O problema é que, como já citei no outro post, indianos são os atendentes das lojas. Mas, por incrível que pareça, o vendedor não era um deles. Conseguia ser pior. Acho que era uma espécie de Bangladesh da vida, desses que usam um chapeuzinho ridículo na cabeça e acham que estão abalando.

Vi uma placa na entrada da loja: CLOSING DOWN – SALE.
Quando se vê isso na porta do estabelecimento é um bom sinal, liquidação total da loja inteira.
Oba“, pensei, “vou comprar a manta por um precinho camarada“.

Perguntei ao simpático vendedor com cara de não-como-ninguém-desde-meus-doze-anos quanto era o produto. Eis que escuto do próprio:

- Oito libras.

Fiz uma cara de espanto.

- OITO??? A loja não tá em liquidação? (meu espanto foi pelo fato de que, normalmente, essa manta custa 3 libras).

O safado respondeu:

- Está. A manta era dez, agora é oito.

Ele, vendo a minha cara de não-gasto-oito-libras-numa-manta, deu uma de espertinho:

- Tá bom, pra ti eu faço sete.

Acho que ele ficou esperando que a minha reação fosse pular em cima dele e agradecer a Alah e mais todos os deuses que podem ser da religião dele por ter me feito um desconto TÃO grande. Entusiasmado ainda em me ver reagir, ele me solta:

- Seis libras e não se fala mais nisso. E ainda ganha massagem grátis! – dando um apertão no meu ombro.

Pensei comigo “ok, isso está ficando bizarro“. Disfarcei e fui olhar as camisetas.

- Se tu levar uma camiseta, faço por 12 libras os dois.

Só faltou um “não é demais, amigam?” no final da frase. E aí vem a velha história da impaciência desta raça, querendo que eu decida logo o que vou fazer da vida. Depois de perguntar oito vezes qual o tamanho e qual o modelo de camiseta que eu levaria, o rapaz foi se irritando cada vez mais. E eu, só respondendo

- I’m not sure yet.

Meus amigos, vendo o que estava acontecendo, me aconselharam a procurar a mesma manta em outra loja, por que o cara não estava sendo nada amigável e parecia querer me bater, além de estar me metralhando com os olhos. Resolvi seguir o conselho deles, coloquei a manta de volta no lugar e, muito educada, falei:

- I’ll be right back to get this, ok?

A resposta foi inesquecível e dolorida:

- Don’t come back. I don’t wanna see you again.

Tipo assim, foi um tom de “está tudo terminado entre nós. Vá embora e não volte. Não te amo mais“.

Eu falo e ninguém acredita.
Não é preconceito, é realismo.

um pouquinho de Brasil em Londres

já diziam as más línguas que brasileiro sempre dá um jeitinho pra tudo.
pois bem, aqui em Londres existem algumas revistas brasileiras. Normalmente são gratuitas, encontradas em qualquer loja do Brasil, claro.

A minha parte preferida dessas revistas são os anúncios de transporte/depilação/manicure/aluguel de quarto/escova inteligente (?)/alongamento de cabelo e por aí vai. O fato engraçado não é o anúncio em si, o tema que ele aborda, mas sim a maneira com que escrevem nele.

Faço questão de citar alguns exemplos:

Estética

* CELI HAIR EXTENSION – £130 cabeça completa! (mas o que é isso, diabos?)

* DISTRIBUIDORA DE CABELO HUMANO SEM QUÍMICA (medo)

* MAGDA HAIR CABELEIREIROS – temos TUDO para loiras e morenas! (pobre das ruivas)

* Algum encontro? Fique bonita! DEPILAÇÃO FACIAL E CORPORAL (tipo assim, me chamou de macaca)

* SILMARA – Hair Extension, human hair, fio a fio (no comments)

* ALISAMENTO A LAZER – utilizo produtos da Tânagra (medo again)

* UM DENTISTA DO JEITO QUE VOCÊ QUERIA! (hein?)

* DENTAL CLINIC – Clientes brasileiros e portugueses são bem-vindos (e os ingleses que se ***am!)

Transporte

* PATROCÍNIO MUDANÇAS – Se você quer fazer uma pequena mudança e pagar um preço justo, então me liga (falou, gatinho). Faço todos os aeroportos também. Não se preocupe, pois ajudo a carregar suas malas (mas que gentleman! Eu não tava pagando pra isso?)

* RONALDO MUDANÇAS – Pontualidade e segurança. Não fura nunca! (ave maria)

* Na minha VAN cabe até o BIG BEN! O meu preço cabe no seu bolso! (hahaha)

* Aeroporto – Reboque de motos. Eu faço tudo! O meu preço não vai estressar você! (WOW!)

* Big Van – High Top. Estou disponível a qualquer hora do dia, posso até contar piada no caminho. I can also speak English. Jesus é quem muda a vida. (esse ganhou de todos!!!!!)

Traduções

* PRECISA DE ALGUÉM QUE FALE ITALIANO? Eu falo! (que engraçadinho)

* Não fala inglês? Eu falo! Acompanho você ao banco, hospital, correios, compras etc (esse aí deve ser o mesmo espertinho de cima)

Geral

* PRECISA-SE DE BABÁ: preferência para pessoas mais maduras do estilo avó. (essa aí acha que a minha vó vem estudar em Londres e procurar emprego de babá).

* Cuido de sua criança em minha casa. Ótimo espaço, vários brinquedos, jardim. (seria o Michael Jackson?)

* Profissional inglês procura brasileira: Sou apresentável e solteiro. Gostaria de conhecer brasileira de 23 a 35 anos para amizade e relacionamento sério. Moro em Londres. Favor escrever fornecendo foto e telefone. (tipo assim, se for jacú, nem sonha com esse passaporte, filha!)

* Vendo DVDs de filmes dublados e músicas brasileiras. Aceito encomendas. (pirata cara-de-pau ainda por cima!)

Deu pra ter uma idéia?

chineses

Eu trabalho em um restaurante de comida asiática, e na cozinha só tem chineses. O problema não é este. O problema é que alguns deles não sabem falar inglês, e por isso me tornei perita em comunicação por sinais.

No início foi complicado. Ter que descer até a cozinha pra dizer que precisávamos de Sashimis para ONTEM fazendo gestos não era uma tarefa fácil. Tente na frente do espelho para confirmar.

Agora a situação tá bem mais tranquila. Eu já aprendi como fazer: tento fazer a comunicação. Se não dá, eu mesmo pego as coisas necessárias para preparar o que o cliente quer e mostro em fotografias para o chinês. Se ele não entende, chamo alguém que fale inglês para traduzir. Se ele entende, faço high-five com ele.

A evolução continua: depois do high-five, ele fala Thankyouthankyouthankyou.
E sai arrastando os pezinhos até o balcão para preparar o que eu pedi. Sempre sorrindo com seu dente de prata.

curiosidades

Já faz algum tempo que eu quero escrever por aqui sobre algumas curiosidades de Londres.

here we go:

- nas escadas rolantes, você deve permanecer SEMPRE na direita, para quem estiver com pressa passar correndo pela esquerda;
- nos banheiros não existem interruptores de luz. Os ingleses acham que eletricidade + água não combinam. por isso, a luz deve ser ligada através de uma corda;
- todos os ciclistas devem usar capacete e um colete mega fluorescente para não deixarem de aparecer mesmo no escuro;
- as festas começam cedo e terminam, no máximo (e se você estiver com sorte), às 4h da manhã;
- os shows são muito baratos e ninguém se importa em ficar na frente do palco ou não. para eles, tanto faz;
- andando pelas ruas é impossível achar um cachorro ou gato abandonado;
- os caixas eletrônicos são direto para a rua, e não existe cabine;
- o papel higiênico vai direto para o vaso sanitário, e não para o lixo;
- cerveja boa para inglês é quente e sem colarinho;
- aqui não existe chopp, é Pint (painti);
- tem jornal de graça no metrô;
- luz e gás são usados com cartões pré-pagos;
- quando faz sol, tem gente que chora de emoção;
- é hábito ir para um parque, se atirar na grama e lagartear o dia inteiro (até executivos de terno podem ser encontrados sem sapatos);
- é normal você ter um cacho de bananas na bolsa. meu professor que o diga;
- aqui não existe brigadeiro, nem pão de queijo;
- como já falei, crianças de 10 anos andam em carrinhos de bebê;
- cds e dvds são muito baratos;
- é raríssimo ver inglesa de cabelo comprido;
- mais raro ainda é ver inglês sorrindo pra ti.

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